Associação do setor solicita aos EUA que não imponha possíveis tarifas sobre o azeite de oliva
A Associação Norte-Americana de Azeite afirmou que os consumidores americanos serão diretamente prejudicados por possíveis tarifas sobre as importações de azeite europeu e classificou a medida proposta como um “imposto” sobre a saúde dos americanos.
A Associação Norte-Americana de Azeite de Oliva lançou uma petição para que o azeite de oliva seja retirado da lista de tarifas retaliatórias contra a União Europeia proposta pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
“Isso equivaleria a um imposto sobre a saúde dos consumidores americanos, que são os que serão mais prejudicados pelas tarifas sobre os azeites europeus”, afirmou o grupo em comunicado.
“O USTR deve reconhecer a importância do consumo de azeite para a saúde dos americanos e o fato de que não há nenhuma fonte alternativa realista de abastecimento”, acrescentou a NAOOA.
O azeite de oliva foi incluído em uma longa lista de tarifas que o USTR propôs como resultado de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) contrária ao bloco comercial de 28 membros, que inclui Espanha, Itália, Grécia e Portugal.
No ano passado, os americanos consumiram 315.000 toneladas de azeite, das quais quase 200.000 toneladas foram importadas de países da UE. A Organização Mundial do Comércio anunciará suas decisões sobre as tarifas propostas ainda este ano.