Uma safra abundante na Tunísia

O clima perfeito ajudou a preparar as oliveiras tunisianas para uma produção recorde, bem a tempo de aproveitar a escassez na Europa.

Oliveiras em Takrouna, Tunísia

Ninguém, nem mesmo os mais velhos, consegue se lembrar de árvores tão repletas de azeitonas.

Enquanto a produção mundial de azeite de oliva está passando por um ano ruim, a colheita na Tunísia promete ser uma das melhores de todos os tempos. Condições climáticas perfeitas para a produtividade ajudaram a preparar as oliveiras para uma safra recorde.
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Já sendo o maior produtor entre os países árabes, este ano a Tunísia aspira a ser o terceiro maior produtor de azeite do mundo. A produção deste ano deve ficar entre 265.000 e 285.000 toneladas — mais do que o dobro da produção do ano passado — de acordo com o Ministério da Agricultura.

E embora seja um grande ganho para o setor de azeite de oliva tunisiano, a safra abundante está trazendo alguns problemas.

O alto custo da mão de obra, a falta de trabalhadores qualificados e o risco de roubos são ameaças reais para os produtores. No entanto, os exportadores tunisianos buscarão prosperar na Europa, aproveitando as safras fracas em um reduto do azeite de oliva que não conseguirá satisfazer sua própria demanda interna.

Medidas especiais foram tomadas por especialistas e autoridades locais para as operações de colheita, que estão acima do normal. Os agricultores de Sfax começaram a colheita na segunda-feira, 9 de novembro, e os produtores de outras regiões foram autorizados a começar mais cedo devido a uma tempestade de granizo.

Novas iniciativas também estavam sendo consideradas para comercializar o azeite de oliva tunisiano, a fim de atender à alta demanda no mercado internacional