Resposta do comissário continua sendo “não” ao auxílio para o armazenamento privado de azeite

Apesar de ter recebido uma petição com 50 mil assinaturas de apoio somente da Espanha, a Comissão Europeia manteve hoje a sua posição de rejeitar os apelos para a introdução de auxílios ao armazenamento privado de azeite.

Apesar de ter recebido uma petição com 50 mil assinaturas de apoio somente da Espanha, a Comissão Europeia manteve hoje sua posição de rejeitar os apelos para a introdução de auxílios ao armazenamento privado de azeite de oliva.

O Comissário Europeu para a Agricultura, Dacian Cioloş, concordou, no entanto, em rever os preços-limite para o auxílio como parte da atual renegociação da Política Agrícola Comum (PAC) da UE.

Representantes dos produtores de azeite da França, Itália, Espanha e Portugal, que se reuniram hoje com Cioloş em Bruxelas, afirmaram que ele também lhes disse estar aberto a considerar outras medidas de médio e longo prazo para ajudar o setor em dificuldades. Entre elas, a possibilidade de medidas para reduzir a fragmentação entre os produtores e para uma maior promoção do azeite.

Gregorio López, porta-voz para o azeite da organização agrícola espanhola COAG, disse que o comissário pelo menos parecia receptivo e disposto a introduzir o auxílio ao armazenamento posteriormente, “se considerasse necessário”.

Durante a reunião com Cioloş, os grupos de produtores apresentaram sua estimativa de que retirar 50.000 toneladas de azeite do mercado na Europa custaria cerca de 1,8 milhão de euros (US$ 2,6 milhões) em ajuda comunitária para armazenamento, mas traria benefícios no valor de cerca de 300 milhões de euros (US$ 428 milhões) aos produtores.

Eduardo Martín, secretário-geral da ASAJA, uma associação de jovens agricultores, disse que os produtores espanhóis estavam atualmente perdendo 50 centavos (US$ 0,71) por cada litro de azeite extravirgem que produziam.