Preços do azeite disparam, enquanto o consumo cai, segundo o último relatório
O Conselho Oleícola Internacional (COI) informou que se espera uma queda de 38% na produção de azeite e um aumento acentuado nos preços do azeite extravirgem.
Estimativas do Conselho Oleícola Internacional (COI) apontam para uma queda de 27% na produção mundial de azeite
para a atual safra 2014/2015.
O boletim informativo de novembro de 2014
do Conselho, divulgado hoje, informa que os produtores de azeite na Europa devem sofrer uma queda significativa de 38%, sendo a Espanha e a Itália os países mais afetados, enquanto a Grécia terá um aumento dramático na produção e Portugal não registrará alterações em relação ao ano passado.
Os países produtores de azeite fora da UE tiveram um desempenho melhor, com a Tunísia na liderança, e Jordânia, Egito, Israel, Albânia e Irã também relatando rendimentos maiores. Espera-se que a produção se mantenha estável na Turquia, Argélia e Líbia, enquanto Marrocos, Síria, Líbano e Argentina apresentarão uma queda em relação à safra anterior.
Em resposta à queda significativa na produção global de azeitonas, os preços do azeite extravirgem vêm subindo acentuadamente desde setembro. A Itália registrou o maior aumento de preço, atingindo um pico de € 5,86/kg no final de novembro, um aumento impressionante de 121% em relação ao ano anterior. Na Espanha, maior produtora mundial de azeite, o preço subiu de € 2,74/kg no final de setembro para € 2,93/kg no final de novembro, representando um aumento de 29% em relação ao ano passado.
Veja também: Cobertura completa da colheita
de 2014
Na Grécia, o custo do azeite extravirgem atingiu o pico de 2,96 €/kg durante a segunda quinzena de novembro, 23% a mais do que no ano passado. Enquanto isso, os preços na Tunísia subiram para € 2,88/kg no final de novembro, um aumento de 24% em relação à safra anterior.
Como resultado do aumento dos preços do azeite e de outras pressões de mercado, o COI prevê que o consumo mundial de azeite caia 7% na safra 2014/2015.