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Serra da Mantiqueira: Região EVOO Pioneira do Brasil

Um par de anos antes da virada do século, um punhado de fazendeiros brasileiros limpou campos e plantou pequenas áreas de oliveiras. Os resultados foram impressionantes e a Serra da Mantiqueira se tornou o novo queridinho do Brasil.

Janeiro 12, 2017
Por Jun Cola

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Minas Gerais, um estado do sudeste do Brasil, experimentou uma impetuosa corrida do ouro que durou desde o período colonial português até bem depois que o Brasil conquistou sua independência.

Embora a troca de poder tenha sido envolta em contradições, a extração de ouro continuou a enriquecer a monarquia constitucional recém-formada e a adicionar opulência a cidades históricas como Ouro Preto, Congonhas e São João del-Rei.

Inúmeras igrejas exibindo estilos barrocos exclusivos da região foram projetadas e, muitas vezes, esculpidas por um arquiteto aleijado conhecido como Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa). Embora as igrejas ainda permaneçam hoje, como a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Minas Gerais, os dias da corrida do ouro são coisa do passado.

Atualmente, escondido na pequena cidade de Andradas, no sul, um punhado de olivicultores se reuniram na Serra da Mantiqueira para extrair as novas descobertas do Brasil líquido ouro -extra virgin azeite.

Nos 1950s, o cultivo de azeitonas no Brasil criou raízes, não na Serra da Mantqueira, mas nas áreas rurais ao redor das cidades de Campos do Jordão (São Paulo) e Uruguaiana (Rio Grande do Sul). O projeto resultou em nada mais que um crescimento excessivo de ervas daninhas e mato seco. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) recuperou as últimas sementes de azeitona restantes e conduziu pesquisas para identificar um local adequado para o cultivo das azeitonas. A Serra da Mantiqueira foi selecionada.

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Alguns anos antes da virada do século, um punhado de agricultores derrubou campos e plantou pequenas áreas de oliveiras. Os resultados foram impressionantes e a Serra da Mantiqueira se tornou a nova região de azeite do Brasil.

A Serra da Mantiqueira possui 8,000 oliveiras modestas ao longo de sua paisagem de colinas em cascata. É apenas a quinta colheita comercial da região de extra virgin o azeite, um produto local que, no entanto, pode superar a concorrência de grandes marcas importadas por sua pronta entrega no mercado e frescura.

Pequenas, porém precisas, máquinas de extração importadas da Itália executam a tarefa de converter azeitonas recém colhidas em extra virgin ouro líquido. “Este ano aprendemos como realmente ajustar a máquina e a produtividade aumentou muito. Isso ajudou a compensar as dificuldades da colheita deste ano, que foi bastante prejudicada pelo excesso de chuva e um inverno muito mais quente ”, explicou Carla Retuci, produtora de Azeite Borriello.

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Atualmente, mais de 15 artesãos extra virgin as marcas de azeite são produzidas na Serra da Mantiqueira com a ajuda da tecnologia desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG).

Sete anos após o primeiro teste de extração de azeite na região, cerca de 25,000 litros de azeite são produzidos anualmente, o que faz da Serra da Mantiqueira um pequeno mas crescente epicentro da crescente indústria de azeite do Brasil.

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