Na Argentina, uma iniciativa para tornar o azeite de oliva um “alimento nacional”
Uma campanha proposta visa impulsionar as vendas no mercado interno, estimular a produção e mudar a percepção dos consumidores argentinos em relação ao azeite de oliva.
A Argentina é, há muito tempo, um dos principais países produtores de azeite da América Latina, com mais de US$ 30 milhões em exportações registradas somente no primeiro trimestre de 2011. Mas, apesar dos números expressivos no exterior, o consumo interno continua sendo insignificante em comparação. O argentino médio consome apenas 125 gramas por ano, segundo o jornal El Sol
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Representantes do setor na província de La Rioja, no noroeste do país, estão agora tentando mudar essa situação com uma iniciativa para levar mais garrafas de azeite de oliva às mesas argentinas em todos os segmentos socioeconômicos.
Um novo projeto de lei apresentado pelo deputado kirchnerista Javier Tineo visa “promover a divulgação” do azeite de oliva e aumentar seu consumo e produção em nível nacional. O projeto propõe que o azeite de oliva seja classificado como “alimento nacional”, para se juntar à lista de carne bovina, doce de leite, empanadas e outros alimentos encontrados em praticamente qualquer lar argentino.

Javier Tineo
Mais do que tudo, a iniciativa teria como objetivo mudar a percepção do azeite de oliva em uma cultura que geralmente o vê como um produto de elite consumido apenas pelos ricos. Os defensores do projeto de lei afirmam que uma campanha eficaz aumentaria o consumo e ajudaria a estimular as economias regionais.
O mercado tem enfrentado pressão recentemente para impulsionar as vendas internas devido às crescentes restrições à exportação, particularmente para seu principal comprador, o Brasil. A queda dos preços internacionais e o aumento dos custos de produção só vieram agravar a situação.
“Devido a crises sucessivas, os investimentos no setor diminuíram e muitas propriedades pararam de se expandir por motivos financeiros, baixa competitividade e preços baixos no mercado internacional, fatores que corroeram a rentabilidade integral dos projetos de investimento”, disse Tineo.
O plano, acrescentou Tineo, “deve ser acompanhado por políticas públicas que incentivem tanto a produção primária quanto a industrialização das azeitonas em suas duas principais variantes: de mesa (ou azeitonas em conserva) e azeite de oliva”.