O Concurso Internacional EVO é encerrado com cerimônia em Paestum

O concurso, fundado por Antonio G. Lauro, foi encerrado com uma cerimônia de premiação realizada entre templos da Grécia Antiga.

O Parque Arqueológico de Paestum e seus magníficos templos serviram de cenário para a cerimônia de premiação da terceira edição do Concurso Internacional de Azeite EVO, liderado por Antonio G. Lauro. No dia 19 de maio, o local, Patrimônio Mundial da UNESCO, recebeu produtores, jornalistas e entusiastas do azeite, que conheceram os vencedores da competição entre as 502 inscrições.

A celebração destacou o tema do concurso em relação aos templos milenares. “A escolha do local foi fortemente desejada pela equipe de gestão do EVO-IOOC”, disse Lauro, que criou o evento com Stefania Reggio. “Aqui, é possível respirar a história e sentir que o azeite de oliva foi e continua sendo o elo entre o ontem e o amanhã.”

O prefeito de Capaccio Paestum, Franco Palumbo, e a vice-prefeita, Teresa Palmieri, deram as boas-vindas ao concurso, que foi viabilizado graças ao diretor da área arqueológica de Paestum, Gabriel Zuchtriegel, à organização de produtores UNASCO, à empresa de consultoria IP Barzanò & Zanardo, ao escritório de advocacia Mondini Rusconi, à empresa Clemente Costruzioni Meccaniche, ao Savoy Beach Hotel em Paestum e à Associação de provadores Oleum.

Um júri internacional analisou azeites de 20 países produtores, muitos dos quais provenientes da Grécia, Espanha e Turquia. Durante a cerimônia, uma menção especial foi dedicada a um azeite extravirgem da Síria, devastada pela guerra.

Cinquenta e cinco por cento dos azeites avaliados na competição eram monovarietais, com 156 cultivares diferentes de azeitona apresentadas. Cerca de 45% dos participantes vieram da Itália, com grande presença da Apúlia e da Calábria. Foram concedidas 305 medalhas, sendo 173 de ouro e 132 de prata.

Três empresas italianas da Toscana, Sicília e Campânia, e duas da Grécia e Espanha receberam o prêmio “Melhor da Classe do Hemisfério Norte”. Entre elas, Domenico Bonanno produziu um excelente azeite extravirgem em Campobello di Mazzara, na província de Trapani.

“Estamos muito felizes com esses prêmios”, disse Bonanno após receber duas medalhas de ouro com os azeites extravirgens Passione e Riserva. “O trabalho aumenta a cada ano, mas fomos ajudados por uma ótima safra, excepcional do ponto de vista climático, o que nos permitiu obter uma excelente produção da mais alta qualidade, confirmada por esses reconhecimentos.”

O Hemisfério Sul foi dominado pelo Brasil com três prêmios Best in Class. “Foi com grande alegria que recebemos os prêmios no EVO-IOOC, que foi o primeiro concurso em que participamos com nosso azeite”, disse André Secco, da Café Fazenda Sertãozinho LTDA, em Minas Gerais. “Começamos a plantar em 2009 e temos aprimorado nossa produção e nossos processos ano a ano. Esses prêmios significam que estamos no caminho certo e que é possível para o Brasil produzir azeite de oliva de qualidade.”

A lista completa dos vencedores está disponível no site do evento.