Consumidores chineses ficam confusos com as opções de azeite de oliva

Os preços elevados e a falta de informações confiáveis estão deixando os consumidores na China confusos quanto à qualidade, ao custo-benefício e aos benefícios para a saúde dos azeites de oliva que lhes são oferecidos.

O azeite de oliva reduz o envelhecimento, é uma defesa alimentar de primeira linha contra os estragos das doenças cardíacas e, além disso, tem um sabor excelente. É uma reputação e tanto para se fazer jus, o que deixa o consumidor chinês comum em uma situação um tanto complicada. A variedade avassaladora de opções e as mensagens de marketing confusas deixam muitos consumidores chineses sem saber o que comprar.

O problema é que uma mistura de marketing exagerado e preços bizarros torna difícil para quem não é especialista separar o joio do trigo. Todas as marcas de azeite se gabam de como são saudáveis, ricas em gorduras insaturadas, puras e de alta qualidade. Mas, claro, isso é típico da publicidade.  Que tal usar os números para distinguir o bom do ruim? Bem, isso poderia funcionar se você conseguisse encontrar — e depois acreditar — nos números. Relatórios chineses sobre o assunto afirmam que a rotulagem da maioria dos azeites de oliva é confusa e difícil de entender para o consumidor comum.

Todo mundo quer azeite fresco, certo? Então, dê uma olhada na data de produção, que deve estar impressa em algum lugar do rótulo — só que você não tem certeza se a data que está lendo é a data em que as azeitonas foram espremidas e prensadas em (preencha o nome do país aqui) ou se essa é a data em que o produto foi embalado na China.  O mesmo vale para o prazo de validade e outras informações essenciais. Em outubro de 2009, a China estabeleceu algumas leis e normas para o azeite de oliva e sua embalagem, mas o que esse jornalista chinês encontra nas prateleiras ainda deixa muito a desejar.

Mas você paga pelo que recebe, certo? Bem, você gostaria de pensar assim, mas o que pode justificar a diferença entre uma garrafa de 1 litro de azeite virgem italiano que custa 200 yuans (cerca de US$ 29,40) e a de 2,5 litros de mistura de azeite e óleo de girassol que custa menos de 20 yuans (US$ 2,94)? A simples presença de um pouquinho de azeite de oliva parece tornar certos óleos de cozinha mais caros do que aqueles que não o contêm.  Se as azeitonas são o ingrediente mágico responsável pelas diferenças de preço, talvez você consiga imaginar por que o produto premium é tão caro. Em outras palavras, é nisso que o marketing se destaca – inflar os preços em geral –, mas se isso é ou não o melhor para o consumidor, já é outra questão.

Algumas reportagens chinesas dão dicas sobre como escolher o óleo. Observe a transparência do óleo, dizem. Ele parece espesso ou ralo? A cor é muito escura ou muito clara? Opte pelas marcas de qualidade, dizem. Mais marketing, mais confusão.

É claro que, a maioria das boas marcas é importada, encontrada no Carrefour ou em supermercados mais sofisticados voltados para expatriados, que, com sua renda mais alta e formação ocidental, constituem um público-alvo muito diferente do chinês médio, que vai ter que quebrar bastante a cabeça antes de entender tudo isso e encontrar algo em que possa confiar.