`Teste para detectar explosivos também encontra mau azeite

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Teste para detectar explosivos também encontra mau azeite

Agosto 2, 2012
Naomi Tupper

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Foto: waters.com

Pesquisadores da Universidade de Córdoba provaram que a espectrometria de mobilidade de íons, a técnica analítica mais comumente usada para detectar explosivos e drogas em aeroportos, também é eficaz na identificação de azeite fraudulento.

O azeite falsamente rotulado como extra virgem é um grande problema no setor de azeite, sem um método analítico eficaz para identificar e revelar fraudes. As análises atuais para determinar se um azeite é realmente virgem extra dependem da avaliação sensorial em conjunto com vários testes analíticos, sem que nenhum teste seja considerado completamente eficaz para a detecção.

Os testes químicos atuais, incluindo a determinação da acidez livre, valor de peróxido, conteúdo de cera, ácido graxo, esterol e composição de triglicerídeos, geralmente são ineficazes na detecção de azeites adulterados. Estes azeites são tipicamente blenddos com azeites de qualidade inferior que foram desodorizados quimicamente, dificultando sua identificação.

As diretrizes federais de alimentos e medicamentos afirmam que, para ser rotulado como extra-virgem, o azeite deve ter baixa acidez, ser composto inteiramente de azeite da azeitona e ser prensado a frio. O azeite também deve passar por uma série de testes químicos e sensoriais.

A aplicação da espectrometria de mobilidade iônica, usada para identificar explosivos nos aeroportos e no uso militar, está atualmente sendo investigada para uso em uma ampla variedade de áreas nos setores agrícola e de alimentos. Pensa-se que a técnica tenha potencial para determinar a frescura do peixe, distinguindo entre vinhos brancos e fornecendo uma determinação mais precisa do azeite como virgem extra.

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A técnica foi proposta para uso como um sistema de triagem quando aplicada ao setor de azeitona, para permitir análises rápidas, fáceis e econômicas de amostras de azeite para determinar sua categoria. O processo envolve o aquecimento de um grama de azeite em um frasco a 60 graus Celsius e a geração de compostos voláteis, que podem ser separados por tamanho, carga e massa. Estes são analisados ​​para produzir um espectro, que pode ser interpretado para determinar se o azeite é extra virgem ou não.

Com todo o processo demorando cerca de quinze minutos por amostra, a nova abordagem para identificação é significativamente mais rápida que os métodos atuais, que podem levar cerca de oito horas. Essa economia de tempo, juntamente com a falta de necessidade de pré-tratamento de amostras e a confiabilidade percentual da técnica 90, podem torná-la uma opção atraente para ajudar com a questão da fraude no setor.



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