Estudo revela que o azeite de oliva extravirgem pode reduzir os danos ao DNA causados pela soja transgênica

Cientistas do Reino Unido, da Arábia Saudita e do Egito demonstraram que o consumo de azeite de oliva extravirgem pode reduzir os efeitos nocivos associados à soja transgênica.

Um novo estudo publicado por uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, da Arábia Saudita e do Egito sugere que o consumo de azeite de oliva extravirgem pode reduzir os danos ao DNA causados pela ingestão de produtos de soja geneticamente modificada.

O estudo revelou que roedores que receberam azeite de oliva e soja geneticamente modificada apresentaram redução nos danos ao DNA no baço, em comparação com roedores que consumiram apenas soja GM. Produtos de soja e milho geneticamente modificados têm sido associados a problemas de saúde, como câncer, infertilidade e morte prematura.

Outros benefícios do consumo de azeite de oliva extravirgem também foram identificados no estudo, incluindo a normalização de eritrócitos normocromáticos alterados pela soja transgênica. Sugeriu-se que os antioxidantes presentes no azeite de oliva fossem, pelo menos em parte, responsáveis por esses efeitos protetores.

“Podemos concluir que a adição de azeite de oliva extravirgem à dieta de ratos parece eficaz na inibição de danos oxidativos e pode atuar como um agente protetor contra doenças crônicas, como fibrose hepática, hiperlipidemia e diabetes”, concluíram os pesquisadores.

“Além disso, o azeite de oliva extra-virgem também pode ter uma função protetora contra processos carcinogênicos. Portanto, são necessários mais estudos clínicos para determinar se as observações feitas em nosso estudo se aplicam às condições e doenças humanas”, acrescentaram.

O estudo foi financiado pela Reitoria de Pesquisa Científica (DSR) da Universidade Rei Abdulaziz.