Começa o corte de oliveiras na Apúlia em meio a protestos

A destruição das árvores ocorre na sequência de uma proposta controversa de derrubar 11 milhões de oliveiras para conter a propagação da bactéria mortal.

Esta semana, autoridades florestais italianas começaram a derrubar oliveiras infectadas na região de Salento, na Apúlia (Puglia). A infecção de mais de 74.000 acres de olivais nessa região do sul da Itália foi atribuída à bactéria Xylella fastidiosa, disseminada por insetos.

A destruição das árvores segue uma proposta controversa da Comissão Europeia recomendando o corte de 11 milhões de oliveiras na região para conter a propagação da bactéria mortal.

Na segunda-feira, as primeiras sete árvores foram derrubadas e queimadas em Oria, perto de Brindisi, em meio a protestos de opositores que tentaram impedir a destruição das árvores subindo em seus galhos e gritando “assassinos!”. Acredita-se que algumas das oliveiras da região tenham mais de 500 anos.

Os opositores às medidas drásticas afirmam que o corte das árvores não conterá o surto, enquanto especialistas sustentam que a infecção não pode ser erradicada sem matar a planta infectada.
Veja também: Cobertura completa do surto de Xylella na Apúlia
Em resposta aos temores de contaminação de outros países da UE, e na ausência de um consenso sobre as medidas a serem tomadas em toda a UE, a França anunciou recentemente uma proibição da importação de vegetais e plantas da Apúlia.



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