A polícia espanhola afirma que óleo de palma, de abacate e de girassol foram vendidos como se fossem azeite
A polícia espanhola divulgou hoje detalhes sobre um suposto esquema internacional de adulteração de azeite.
A polícia espanhola divulgou hoje detalhes de um suposto esquema internacional envolvendo azeite de oliva – no qual óleos de palma, abacate, girassol e outros óleos mais baratos eram vendidos como azeite de oliva.
Segundo a polícia, os óleos eram misturados em uma usina industrial de biodiesel e adulterados de forma a ocultar marcadores que revelariam sua verdadeira natureza. Os óleos não eram tóxicos, no entanto, e não representavam risco à saúde, de acordo com um comunicado da Guarda Civil
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Conforme noticiado anteriormente pelo Olive Oil Times, 19 pessoas foram presas na semana passada após uma investigação conjunta de um ano conduzida pela polícia e pelas autoridades fiscais espanholas, parte do que chamam de Operação Lucerna.
Quinze dos detidos são espanhóis, dois são equatorianos, um é colombiano e outro italiano.
A polícia informou hoje que a suposta fraude envolveu uma complexa rede de 30 empresas e “laranjas” da Espanha, Itália e Portugal, além de uma fraude estimada em € 3 milhões (US$ 4 milhões) ou mais no IVA (Imposto sobre Valor Agregado espanhol).
A investigação concentrou-se em locais em Jaén e Córdoba, no entanto, e a polícia apreendeu documentos após revistar quatro instalações comerciais na primeira.
Acredita-se que documentos falsos e empresas de fachada tenham sido usados para vender o óleo adulterado para consumo humano por meio de dois métodos principais: vendas a granel para empresas terceirizadas desavisadas e vendas de garrafas rotuladas como azeite de oliva.
“Essa prática ilegal causa uma concorrência desleal muito grave no setor, uma vez que, ao não pagar IVA e utilizar óleos vegetais de qualidade inferior ou de outros tipos, a organização conseguiu fixar o preço do produto bem abaixo da taxa de mercado”, afirmou o comunicado da polícia.
