Uruguai dá passos para aderir ao Conselho da Azeitona
Em sua reunião anual, o Conselho Oleícola Internacional informou que o Uruguai deu início ao processo de adesão à organização intergovernamental.
Pelo menos 35 milhões de euros (43 milhões de dólares) foram gastos em todo o mundo na promoção do azeite em 2010, de acordo com o Conselho Oleícola Internacional.
O valor, que inclui campanhas financiadas tanto com recursos públicos quanto privados em 33 países, foi calculado como parte da pesquisa “Quem é quem na promoção do azeite de oliva no mundo”, encomendada pelo COI. Os países membros do COI foram informados sobre os resultados preliminares da pesquisa – a primeira desse tipo no setor – durante as reuniões do COI realizadas de 2 a 6 de julho na Argentina. Mais resultados da pesquisa serão divulgados em outubro, informou o COI.
Representantes dos governos do Brasil, Chile, Peru e Uruguai participaram das reuniões em Buenos Aires como observadores e “manifestaram interesse nas atividades do COI”, com o Uruguai iniciando formalmente o processo de adesão ao COI e o Chile demonstrando interesse particularmente forte, informou o COI em um comunicado à imprensa em espanhol.
O comunicado informou que também houve debate entre os países membros sobre a possibilidade de pesquisas de mercado financiadas pelo IOC na Indonésia e em Cingapura, na Suíça e na Índia. Foram apresentadas informações sobre campanhas de promoção realizadas nos Estados Unidos e no Canadá, e outras programadas para ocorrer no Brasil, na China e no Japão em 2012/2013.
Entre outras propostas discutidas estavam um projeto de observatório de preços e a criação de um grupo de trabalho encarregado de emitir previsões de mercado. O objetivo deste último seria a detecção de distúrbios no mercado e o monitoramento de fatores como produção, consumo, mudanças no comportamento do consumidor e preços.
“Várias (outras) iniciativas foram discutidas, incluindo o desenvolvimento de um plano estratégico com base em informações apresentadas pelos países (membros do COI), o conhecimento detalhado da situação e do desempenho do setor oleícola nos países membros e a elaboração de um estudo sobre a elasticidade da demanda com base em bancos de dados que abrangem 15 a 20 anos de dados sobre consumo e preços por categoria, renda per capita e índices de preços ao consumidor. Este trabalho tem como objetivo ajudar a desenvolver políticas de regulação do mercado”, afirmou também o COI.
Na área de química e padronização, os participantes foram informados sobre a conclusão de estudos sobre a composição dos azeites com parâmetros anormais (parte da preparação para a reunião do Comitê do Codex sobre Gorduras e Óleos do próximo ano) e outros trabalhos do COI, incluindo identificação varietal, avaliação organoléptica de azeitonas de mesa e rotulagem.
Em uma reunião do comitê técnico do COI, foram apresentados relatórios sobre atividades de pesquisa, incluindo o projeto internacional de coleção de germoplasma, o uso de marcadores moleculares e um projeto de pegada de carbono.
Separadamente, os participantes também foram informados sobre as reformas dos códigos aduaneiros para o azeite e o bagaço de azeitona a serem propostas à Organização Mundial das Alfândegas para harmonizar o comércio internacional, coletar dados mais precisos, melhorar a transparência do mercado, prevenir fraudes e proteger a qualidade do produto.