Itália e Brasil se destacam na 7ª edição do EVO-IOOC em Campi Flegrei

Os organizadores do evento afirmaram que a qualidade continua melhorando a cada ano, com quase um quarto dos produtos inscritos certificados como orgânicos e 15% com status de proteção.

A cerimônia de premiação da sétima edição do Concurso Internacional de Azeite EVO (EVO-IOOC) ocorreu no mês passado, no cenário encantador do Castelo Aragonês de Baia, em Bacoli.

Vários produtores de azeite de todo o mundo chegaram ao coração de Campi Flegrei, a oeste de Nápoles, para participar do evento que encerrou a edição deste ano da competição liderada por Antonio G. Lauro.

Os comentários de nossos experientes degustadores foram bastante unânimes: nos últimos anos, a qualidade dos azeites melhorou de maneira geral. – Antonio G. Lauro, presidente do EVO-IOOC

“Não só o número de participantes está aumentando, como também a qualidade dos azeites extravirgens melhorou”, disse Lauro, presidente do concurso, antes de apresentar todos os finalistas e anunciar os vencedores dos principais prêmios: melhor do país, melhor da categoria e melhor internacional de 2022 para os hemisférios norte e sul.

Foram concedidos, no total, 516 prêmios, incluindo medalhas de ouro e prata.

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Na semana que antecedeu o evento, um painel internacional de 23 jurados avaliou 736 amostras, sendo 676 azeites extravirgens e 60 azeites aromatizados, provenientes de 26 países.

A maioria das inscrições veio da Itália, que representou 25% do total. Em seguida, vieram a Grécia (16%), a Turquia (15%), a Espanha (9%) e o Brasil (8%).

“Alguns países participaram do EVO-IOOC pela primeira vez este ano”, disse a diretora-geral Stefania Reggio. “Devemos reconhecer que os produtores dessas regiões produtoras emergentes estão fazendo um excelente trabalho em termos de qualidade.”

De acordo com dados coletados pelos organizadores, mais da metade dos azeites extravirgens inscritos são monovarietais, enquanto os blends representam 46% do total.

Os azeites com Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) da União Europeia representam 15% do total de inscrições, e pouco mais de 23% são certificados como orgânicos.

Alguns dos vencedores do EVO-IOOC

Alguns dos vencedores do EVO-IOOC

“Avaliar tantos produtos excelentes não foi uma tarefa fácil”, disse Lauro. “Os comentários de nossos degustadores experientes foram bastante unânimes: nos últimos anos, a qualidade dos azeites melhorou de maneira geral.”

“Acho que isso é um sinal de que os concursos internacionais elevaram cada vez mais o nível de exigência, contribuindo fortemente para impulsionar os produtores em nível global rumo à excelência”, acrescentou.

Entre os principais vencedores estava o Superbo, um blend de azeitonas das variedades Itrana e Moraiolo produzido no Lácio por Americo Quattrociocchi, que conquistou o prêmio de melhor azeite internacional do hemisfério norte.

A fazenda brasileira Azeite Milonga venceu na categoria do hemisfério sul com seu azeite monovarietal de Arbequina.

“Estou muito feliz com esse reconhecimento”, disse o proprietário Christian Vogt durante a cerimônia de premiação. “Foi uma grande surpresa, já que nossa empresa foi fundada em 2019 e esta foi nossa primeira participação em um concurso.”

Ao receber o prêmio, ele relembrou seu primeiro encontro com Lauro, há alguns anos, no curso de sommelier do Olive Oil Times, em Nova York.

“Ele foi nosso professor; conversei com ele sobre as dificuldades do solo brasileiro e nosso trabalho no olival, e ele me disse: ‘Vá em frente, o que você está fazendo está certo e trará ótimos resultados’”, disse Vogt. “Essas palavras de incentivo se concretizaram com esse sucesso.”

A lista completa dos vencedores pode ser encontrada no site do EVO-IOOC. O guia impresso EVO-IOOC Edição 2022/23 será publicado em breve e estará disponível para compradores, consumidores e entusiastas do azeite de oliva extravirgem.