Jeans com extrato de azeitona que, segundo dizem, hidratam as pernas
A Wrangler está causando furor na Europa com seus jeans femininos enriquecidos com extrato de azeitona.

Pesquise no Google “azeite de oliva” e “jeans” e muitos resultados tratam da remoção de manchas.
Mas a Wrangler causou furor na Europa este mês com jeans femininos deliberadamente impregnados com o popular óleo vegetal.
Sua linha Denim Spa inclui jeans com acabamento em extrato de azeite “para hidratação”. Há também um modelo com aloe vera “para acalmar a pele sensível” e um “anticelulite” chamado Smooth Legs.
O esqualeno “penetra na pele”
Questionada sobre os detalhes dos jeans com extrato de azeite, a Wrangler disse ao Olive Oil Times que eles deixam a pele “especialmente tonificada graças ao esqualeno, um hidratante milagroso”. O extrato de azeite de oliva pode “penetrar nas camadas superiores da pele de maneira especialmente eficaz, pois sua estrutura é quase idêntica à de um lipídio encontrado naturalmente na pele”, afirmou a empresa americana.
“Os ingredientes cosméticos adicionados aos jeans são protegidos em microcápsulas que são mil vezes menores que a ponta de uma agulha.”
Após a aplicação das microcápsulas, os jeans são secos em um forno para que as microcápsulas se liguem às fibras, “conferindo-lhes boa resistência à lavagem”. O tratamento com extrato de azeite de oliva dura de 6 a 8 lavagens.
O corte justo das calças jeans skinny significa que “o atrito do denim contra a pele rompe progressivamente as microcápsulas, liberando seu conteúdo sobre a pele”, afirma a Wrangler.
Têxteis cosméticos não são novidade
A linha foi lançada na Europa com uma campanha estrelada por Lizzy Jagger, filha de Mick Jagger e Jerry Hall, e os jeans custam cerca de £ 85 ou US$ 150 na loja online de moda britânica Asos.
Mas a Fashion Mag afirma que a Wrangler não foi a primeira a oferecer calças de “tecido cosmético”. Marcas como a Salsa lançaram uma versão anticelulite em 2004, a marca portuguesa Tiffosi seguiu o exemplo, e a Gsus Sindustries vende jeans “mergulhados” em aloe vera, segundo a revista.
O Olive Oil Times noticiou em novembro passado que uma importante empresa têxtil internacional buscava tecnologia para revestir ou acolchoar seus tecidos com substâncias como azeite de oliva, aloe vera, óleo de argan e íons negativos, a fim de se diferenciar “por meio de produtos acessíveis com benefícios de bem-estar e antiestresse”.