O trabalho árduo resulta em qualidade de nível internacional no Brasil

A Estância das Oliveiras conquistou sete prêmios de ouro no NYIOOC 2023, o maior número em um único ano para qualquer produtor brasileiro.

A Estância das Oliveiras estabeleceu um novo recorde no Concurso Mundial de Azeite NYIOOC 2023, tornando-se o primeiro produtor brasileiro a conquistar sete prêmios de ouro em uma única edição do maior concurso de qualidade de azeite do mundo.

Nosso obje­tivo quando com­eç­amos a par­ti­ci­par de conc­ur­s­os globais nunca foi ac­um­ular prêm­ios, mas sim sub­meter à prova o a­zeite extra­vir­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­� disse Rafael Goelzer, diretor de relações de mercado da empresa, ao Olive Oil Times.

Tivemos que descobrir tudo isso com muito estudo, pesquisa e tentativa e erro. — Rafael Goelzer, diretor de relações de mercado, Estância das Oliveiras

“[Ganhar esses prêmios] demonstra e atesta a qualidade de nível mundial de nossos azeites, além de nos mostrar que estamos no caminho certo”, acrescentou.

A empresa participa de um concurso internacional de qualidade de azeite realizado anualmente em cada continente para ver como se sai diante da concorrência global.

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Como resultado, a visibilidade na mídia aumenta exponencialmente, e a demanda comercial acompanha o mesmo ritmo, gerando excelentes resultados comerciais e de marca”, disse Goelzer.

Localizada em Rio Grande do Sul, o estado do sul do Brasil onde se concentra a grande maioria da produção de azeite do país, a Estância das Oliveiras é uma empresa familiar.

Os pais de Goelzer, Lucidio e Sonia, foram cofundadores da empresa. Enquanto isso, seu irmão, André, é o mestre moedor e seu outro irmão, Lucas, é o diretor financeiro da empresa.

Lucidio Goelzer cofundou a Estância das Oliveiras com sua esposa, Sonia.

Lucidio Goelzer cofundou a Estância das Oliveiras com sua esposa, Sonia.

Goelzer disse que a Estância das Oliveiras produz azeite extravirgem comercialmente há cinco anos.

A empresa surgiu do sonho de seu pai de produzir azeite extravirgem para o consumo da família.

Em 2004, ele começou a estudar o cultivo da oliveira e a pesquisar o potencial de Viamão, um município no leste do Rio Grande do Sul, próximo à costa atlântica.

Na época, a região era considerada inadequada para o cultivo de oliveiras, mas sua pesquisa e os resultados de sua iniciativa inicial de cultivo de oliveiras provaram o contrário. A região logo se destacou pela complexidade de seus azeites”, disse Goelzer.

Desde o primeiro plantio, em 2004, a Estância das Oliveiras vem aumentando constantemente sua produção anual de azeite, o que inspirou a família a deixar de ser cultivadores amadores para se tornar produtores comerciais.

Não foi nada fácil”, disse Goelzer. Fomos um dos primeiros resorts produtores de azeite no Brasil.”

Naquela época, não havia pesquisas disponíveis sobre manutenção de olivais, poda ou muito mais relacionado ao azeite de oliva no Brasil. Tivemos que descobrir tudo isso com muito estudo, pesquisa e tentativa e erro”, disse Goelzer.

Nossa primeira colheita ocorreu 11 anos após o primeiro plantio”, disse ele. Colhemos 35 quilos e produzimos 3,5 litros de azeite. É um trabalho que exige muita resiliência, inovação, aprendizado e, acima de tudo, paixão.”

Goelzer atribuiu o extraordinário sucesso deste ano no NYIOOC à paixão de sua família e de todas as outras pessoas que trabalham nos olivais e no lagar.

Ele acredita que a chave para melhorar o setor é despertar essa paixão nos consumidores brasileiros, cujo apetite por azeite extravirgem está crescendo, mas que talvez não percebam que ele é produzido localmente.

Percebemos que o consumidor brasileiro tinha pouca informação sobre como escolher o melhor azeite”, disse Goelzer. Então, há quase três anos, abrimos a estância para o oleoturismo, com foco em capacitar os consumidores na escolha do azeite.”

Goelzer acredita que os produtores brasileiros podem promover a cultura local do azeite de oliva junto aos consumidores nacionais.

Goelzer acredita que os produtores brasileiros podem promover a cultura local do azeite de oliva junto aos consumidores nacionais.

“Atualmente, recebemos milhares de visitantes todos os anos, deixando um legado de educação para o consumo consciente do azeite de oliva”, acrescentou.

Além da edu­ca­ção do con­sumidor, Goelzer disse que os pro­du­to­res bra­si­le­ros en­frentam muitos des­af­os, muitos dos quais dec­orrem dos altos custos de pro­du­ção do azeite de a­ma­r­go extra­vir­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­�

Quando falamos de azeites de classe mundial, não podemos produzi-los sem um alto investimento e um trabalho praticamente artesanal, árvore por árvore”, disse ele. “Isso aumenta consideravelmente os custos de produção.”

Os altos impostos no Brasil também têm um impacto decisivo sobre a pressão desses custos”, acrescentou Goelzer. “O governo poderia dar a atenção que este novo segmento econômico merece e, com incentivos, impulsionar sua expansão.”

Para enfrentar esses desafios, Goelzer disse que o Brasil precisa produzir mais azeite de oliva no país e trabalhar com os setores público e privado para combater a fraude.

O Brasil precisa produzir mais azeite de oliva extravirgem no país para atender à crescente demanda e combater fraudes, segundo Goelzer.

O Brasil precisa produzir mais azeite de oliva extravirgem no país para atender à crescente demanda e combater fraudes, segundo Goelzer.

“Temos a expansão da produção nacional; hoje, os azeites brasileiros atendem a menos de 5% da demanda nacional”, disse ele. No longo prazo, o desafio é manter a qualidade do produto nacional.”

Apesar dos desafios, Goelzer disse que o Rio Grande do Sul oferece muitas vantagens para os produtores. Temos um terroir único que confere complexidade aos nossos azeites”, afirmou.

Goelzer acrescentou que a combinação do trabalho árduo da equipe e do controle total do processo de produção também desempenhou um papel significativo em seu sucesso.

Esse trabalho árduo começa com a preparação do solo antes do plantio das árvores. Quando chega a hora, a colheita é feita manualmente para evitar que os frutos sejam danificados. O tempo entre a colheita e o processamento é de apenas duas a três horas, conferindo um frescor incomparável a todos os nossos azeites”, disse Goelzer.

Ele acrescentou que toda a família é apaixonada por azeite; seu pai e seu irmão pesquisam constantemente novas práticas de moagem e agrícolas, aplicando tudo o que aprendem aos olivais e ao lagar.

Sem uma equipe de pessoas que amam o que fazem e se dedicam a dar o melhor de si, nunca teríamos alcançado resultados tão espetaculares”, disse Goelzer. Tudo isso permite que a Estância das Oliveiras alcance tanto reconhecimento e produza um dos melhores azeites do mundo.”