Estudo mostra que a redução do tamanho das partículas do óleo de bagaço aumenta suas propriedades benéficas para a saúde
A bioacessibilidade dos polifenóis e a capacidade antioxidante do óleo de bagaço de azeitona são influenciadas positivamente pela micronização de suas partículas. Os cientistas acreditam que essa descoberta possa levar à produção de óleo de bagaço de azeitona com maiores benefícios para a saúde.
A micronização — o processo de redução do tamanho das partículas moleculares de uma substância — do óleo de bagaço de azeitona pode aumentar significativamente seu teor de polifenóis e antioxidantes, de acordo com uma nova pesquisa publicada na revista Food Chemistry.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, e da Universidade Federal de Santa Maria, no Brasil, mostrou que a bioacessibilidade do conteúdo fenólico do óleo de bagaço de azeitona aumenta com o número de partículas individuais e a diminuição de seu tamanho.
A micronização pode ser ainda mais explorada para melhorar as propriedades nutracêuticas do óleo de bagaço de azeitona
“O efeito da micronização do bagaço de azeitona fracionado granulometricamente sobre a bioacessibilidade dos polifenóis e a capacidade antioxidante foi investigado durante digestão estática in vitro sequencial”, escreveram os pesquisadores.
Durante esses testes, os pesquisadores observaram como a micronização aumentou “a liberação de hidroxitirosol, oleuropeína, ácido cafeico e aglicona de descarboximetiloleuropeína na fase salivar e gástrica [bem como] luteolina na fase gástrica” da digestão.
Veja também: Pesquisa examina ingredientes funcionais no bagaço de azeitonaOs pesquisadores também observaram como a bioacessibilidade intestinal do hidroxitirosol, da aglicona de oleuropeína descarboximetilada, da oleuropeína, da luteolina e da apigenina também foi aumentada pela micronização, com os melhores resultados obtidos pelas amostras micronizadas menores (a F2AG, com 15,6 μm).
“As amostras micronizadas aumentaram a capacidade antioxidante na fase gástrica”, escreveram os pesquisadores. “A F2AG exibiu a maior capacidade antioxidante na fração intestinal insolúvel. Assim, a micronização pode ser ainda mais explorada para melhorar as propriedades nutracêuticas do óleo de bagaço de azeitona, aumentando a bioacessibilidade e a capacidade antioxidante dos compostos fenólicos.”
A pesquisa atual vem somar-se a um estudo anterior realizado pela mesma equipe, que investigou os efeitos da micronização do óleo de bagaço de azeitona sobre a quantidade de polifenóis extraíveis e não extraíveis e sua capacidade antioxidante.
Nesse caso, a micronização aumentou o teor de polifenóis extraíveis e de taninos hidrolisáveis. Os pesquisadores concluíram que “o fracionamento granulométrico e a micronização foram eficazes para aumentar o teor de polifenóis extraíveis e a capacidade antioxidante do óleo de bagaço de azeitona.”