O Uruguai espera uma safra melhor após uma safra desastrosa
Espera-se que a produção se recupere após uma safra desanimadora no ano passado, mas não chegará a atingir os níveis máximos da safra de 2018/19.
Após uma safra historicamente ruim, os produtores uruguaios esperam um ano muito melhor em 2021, segundo o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do país.
“A safra atual em nosso país (2020/21) deve ser boa”, escreveu o ministério em seu relatório anual sobre o setor agrícola. “Estima-se que o volume de produção seja superior ao da safra anterior, mas sem atingir os níveis recordes da safra de 2019.”
A safra de 2018/19 bateu recordes no pequeno país sul-americano, situado entre a Argentina e o Brasil, com uma produção superior a 2.500 toneladas. A entrada de muitas árvores jovens na fase de maturação e as condições climáticas favoráveis foram atribuídas à safra excepcional.
Veja também: Notícias sobre a produção de azeiteIsso foi seguido por uma baixa histórica na safra seguinte, na qual foram produzidas apenas 295 toneladas de azeite de oliva, abaixo das estimativas iniciais de cerca de 700 toneladas. As baixas temperaturas e a geada na época da floração agravaram um ano ruim no ciclo de produção.
Este ano, no entanto, é mais promissor para os olivicultores do país, com melhores condições climáticas durante o período de floração e chuvas chegando nos momentos certos para as árvores.
Como era de se esperar, o relatório do ministério também mostrou uma queda significativa nas exportações de azeite de oliva do Uruguai em 2020. Embora o país tenha exportado apenas 116 toneladas de azeite de oliva para destinos no exterior, o valor desse azeite quase dobrou em comparação com 2019.
De janeiro a novembro, o Uruguai vendeu seu azeite extravirgem no exterior a um preço médio de US$ 5,318 (€ 4,34) por quilo, em comparação com os US$ 2,559 (€ 2,09) por quilo em 2019 e um pouco acima da média dos cinco anos anteriores – US$ 5,0128 (€ 4,09) por quilo.
Nas últimas safras, houve um foco renovado na qualidade no Uruguai. A grande maioria dos produtores do país vê isso como a única maneira de competir com nações produtoras maiores em mercados lucrativos, como o Brasil e os Estados Unidos, para os quais mais de 80% das exportações uruguaias são destinadas.
“Temos uma produção de pequena quantidade, mas de altíssima qualidade”, disse Paula Ferrera, representante da Associação Uruguaia de Azeite, ao Olive Oil Times em uma entrevista de 2018. “A qualidade é a única maneira de competirmos com grandes produtores, como a Argentina, mas não podemos competir em volume.”