A Andaluzia planeja criar um centro dedicado ao azeite em Jaén
O centro contribuiria para melhorar a qualidade do azeite na região, investir em tecnologias de colheita e processamento e melhorar a rastreabilidade.
O Governo Regional da Andaluzia e a Fundação Patrimônio Comunal Olivarero assinaram um acordo para criar o Centro de Referência do Azeite em Mengíbar, Jaén.
Estima-se que o centro de referência, dotado de tecnologia de ponta, tenha um custo de 7,3 milhões de euros.
Precisamos desenvolver um centro de referência que nos permita não apenas trabalhar com qualidade e rastreabilidade, mas também analisar custos e a evolução das safras para conhecer a situação do setor.
O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pesca e Desenvolvimento Sustentável da Andaluzia está empenhado em promover o centro de referência e criar mais oportunidades no setor olivícola por meio desse tipo de parceria público-privada.
Carmen Crespo, ministra regional da Agricultura, afirmou que o centro ajudaria a Andaluzia a se posicionar como uma referência mundialmente reconhecida em segurança alimentar, qualidade, rastreabilidade e controle de produção.
Veja também: Pesquisadores introduzem fertirrigação nos olivais andaluzes“Temos que desenvolver um centro de referência que nos permita não apenas trabalhar com qualidade e rastreabilidade, mas também analisar custos e a evolução das culturas para conhecer a situação do setor”, disse Crespo.
Com a criação do centro de referência, o governo regional pretende tornar as instalações de Mengíbar um ponto de referência comunitário e nacional para o controle da qualidade do azeite.
Além disso, o centro fornecerá ao setor oleícola andaluz o conhecimento e a tecnologia para investigar e analisar a qualidade dos azeites na região e em todo o mundo.
“Jaén tem de ser uma referência no setor do azeite”, afirmou Crespo. “Se falamos de qualidade e azeite, temos de falar, sem dúvida, de Jaén.”
Ela também lembrou que a província de Jaén é famosa pela produção de azeites extravirgens protegidos por três Denominações de Origem Protegida (DOP) e uma Indicação Geográfica Protegida (IGP).
“Nossa obrigação — do setor, da Fundación Patrimonio Comunal Olivarero e do governo andaluz — é contribuir com o que pudermos para o setor e dar mais passos a cada dia para que ele tenha um futuro promissor”, disse ela.
Rafael Sánchez de Puerta, presidente da Fundação Patrimônio Comunal Olivarero, disse que a Andaluzia é líder mundial indiscutível na produção e comercialização de azeite, e que o novo centro de pesquisa consolidaria isso.
“Agora temos que trabalhar na imagem e levar a mensagem ao mundo inteiro de que falar de azeite é falar da Espanha, da Andaluzia e de Jaén”, concluiu.