Conferência Sul-Americana sobre Azeite de Oliva passa a ser virtual

Os participantes podem assistir online a palestras pré-gravadas sobre diversos temas. Os palestrantes consideram isso um passo positivo para o setor de azeite de oliva do continente.

O primeiro Congresso Latino-Americano do Azeite está em andamento, com representantes da Argentina, Austrália, Brasil, Peru, Espanha e Uruguai reunidos virtualmente para debater diversos temas.

Palestrantes com diversas formações científicas e de produção estão apresentando suas últimas pesquisas e ideias sobre práticas agronômicas, tecnologia, qualidade do azeite e o uso do azeite em aplicações não alimentícias.

(Isso) é, de certa forma, o reconhecimento de que a América Latina se tornou importante mundialmente como fornecedora de azeite de oliva.– Emma Parente, química farmacêutica, Universidade da República

A conferência estava inicialmente programada para acontecer na capital uruguaia, Montevidéu, mas o ressurgimento da pandemia de Covid-19 no continente e as severas restrições de viagem impostas, como resultado, transferiram o evento para o formato online.

Em vez disso, todas as 24 apresentações foram pré-gravadas e enviadas para o site da conferência, hospedado pela Universidade da República do Uruguai. As apresentações estão disponíveis sob demanda para que os participantes da conferência possam assisti-las a qualquer momento.

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Uma combinação de fóruns digitais e uma sessão programada de perguntas e respostas ao vivo permite que os palestrantes interajam com os participantes. A sessão ao vivo acontecerá na quarta-feira e servirá como conclusão do evento.

Mónica Bauzá, agrônoma da Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, está entre os principais palestrantes da conferência.

Ela disse ao El País que tanto o formato quanto o conteúdo da conferência são motivos para os produtores sul-americanos estarem animados com o futuro.

“Sinto uma admiração total pelos organizadores da conferência, pois nunca havia participado de um evento tão específico sobre azeite de oliva”, disse ela. “Estamos falando de azeite de oliva virgem e este é o primeiro grande passo para uma grande mudança.”

“Estamos até pensando em realizar a segunda edição em Mendoza, mas vamos ter que ver, devido à situação da pandemia”, acrescentou ela. “É um passo muito transcendental que foi dado e, com sorte, ele continuará.”

Emma Parente, química farmacêutica que pesquisa o uso do azeite de oliva em cosméticos e também palestrante, concordou que a conferência é um passo importante para o setor sul-americano de azeite de oliva.

“[Isso] é, de certa forma, o reconhecimento de que a América Latina se tornou importante mundialmente como fornecedora de azeite de oliva”, disse ela ao El País.

“[A conferência] é uma oportunidade muito interessante para mostrar a importância do trabalho em torno do azeite de oliva, tanto daqueles que são responsáveis por sua produção e aprimoramento, quanto daqueles que trabalham em pesquisas relacionadas a ele”, acrescentou.