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Colheitas pobres levam a mais vigilância no Canadá

A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos está alertando os consumidores para estarem à procura de azeite fraudulentamente rotulado, à luz da safra europeia fraca deste ano.

Fevereiro 27, 2019
Por Danielle Pacheco

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A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) está antecipando um aumento nas vendas de azeite abaixo do padrão após a colheita decepcionante na Itália e em outras regiões nesta temporada.

Em abril, a CFIA iniciará uma investigação de um mês da 12 para procurar produtos de azeite que possam ser cortados com azeites mais baratos, como amendoim ou azeite de girassol.

Veja mais: Fraude do Azeite

A colheita de azeite em Itália, Grécia e Portugal sofreram nesta temporada, devido em grande parte a das Alterações Climáticas e os efeitos prejudiciais do Xylella fastidiosa patógeno na Itália. A colheita da Itália está em baixa de 25 anos e especialistas alertaram que o país mediterrâneo pode ficar sem azeite já em abril.

A CFIA realizou um programa há dois anos, que não detectou nenhum sinal de fraude de azeite. No entanto, o governo canadense está optando por realizar outra investigação este ano à luz da fraca colheita européia.

Se um inspetor da CFIA suspeitar que um determinado azeite possa ser rotulado fraudulentamente, ele poderá solicitar um teste de laboratório. Se os resultados forem positivos, o produto pode precisar ser rotulado novamente, retido ou retirado das prateleiras das lojas e os infratores podem ser processados.

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Uma lei obrigatória de rastreabilidade, aprovada em janeiro, exige que qualquer pessoa que venda um produto alimentício esteja ciente da fonte dos ingredientes.

Além de enganoso, o azeite com etiquetas incorretas pode representar um risco de alérgeno se tiver sido blenddo com azeite de amendoim ou outros ingredientes não listados.

Uma vez adquirido, o sabor e o cheiro do azeite podem ser mais indicadores da qualidade. Se o azeite parecer invulgarmente barato, deve suscitar preocupações.

Na 2017, o Brasil descobriu que 64% das amostras de azeite analisados ​​nos dois anos anteriores não estavam de acordo com os padrões de rotulagem. Verificou-se que as empresas tinham azeite adulterado com azeites mais baratos, como azeite de soja e lampante azeite, que não é considerado adequado ao consumo humano.

Um teste realizado no ano passado pela Organización de Consumidores y Usuarios da Espanha constatou que metade dos azeites nacionais comercializados como extra virgens falhou em cumprir os padrões.

Embora a América do Norte tenha visto casos de azeite fraudulento no passado, o especialista em alimentos Dalhousie, Sylvain Charlebois, disse ao Global News que prevê que Canadá, pelo menos, esses números estão caindo devido ao aumento dos testes de CFIA.





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