Conselho da Azeitona estende a mão à indústria sul-americana em ascensão

A Argentina continua sendo o único membro do COI na América Latina, mas outros países da região têm recebido, ultimamente, mais atenção da organização intergovernamental.

Após uma campanha sólida na safra de 2010-2011, a Argentina continua sendo o único membro do Conselho Oleícola Internacional na América Latina, mas vários outros países da região estão agora recebendo maior atenção da organização intergovernamental sediada em Madri.

A Argentina e o Chile foram os maiores produtores de azeite da região no ano passado, produzindo 17.500 e 21.000 toneladas, respectivamente. A Argentina foi, de longe, o maior produtor de azeitonas de mesa (203.500 toneladas), seguida pelo Peru (41.000 toneladas), Chile (34.000 toneladas) e México (8.000 toneladas).

“A Argentina optou por se tornar membro do COI, o que permite uma melhor compreensão da realidade da indústria argentina”, afirmou o diretor executivo do COI, Jean-Louis Barjol, segundo reportagem do Portalolivicola. “Isso obriga os membros da organização a levar essa realidade em consideração em suas reflexões.”

Ele descreveu a indústria do azeite na América Latina como “relativamente jovem, mas muito dinâmica” e afirmou que ela merece “toda a atenção e o apoio do COI”.

O COI está atualmente negociando com líderes do setor no Chile, Peru e Uruguai para iniciar evoluções semelhantes nesses países e, em novembro, representantes do COI se reunirão com líderes do setor para discutir a possibilidade de adesão ao COI. Em 2012, o COI planeja realizar uma conferência em Buenos Aires para todos os principais países produtores de azeitona da região.

Barjol reiterou que a indústria espanhola de azeite ainda enfrenta grandes problemas de preços, que continuam a causar um efeito cascata em outros países membros do COI. Para que essas indústrias latino-americanas mais novas continuem lucrativas, ele disse que elas devem concentrar sua mensagem nos benefícios do azeite para a saúde e em seu sabor.