O COI se pronuncia sobre o estudo de Davis sobre o azeite
“Devido à falta de dados e à metodologia utilizada, este estudo não fornece evidências concretas de que os azeites testados não cumpram as normas norte-americanas e internacionais” – COI
O Conselho Oleícola Internacional (COI) divulgou hoje um comunicado em resposta ao tão divulgado relatório do Olive Center da UC Davis, que constatou que a maioria das amostras de azeites extravirgens importados não atendia aos padrões internacionais para a classificação de azeite extravirgem.
Por sua vez, o IOC considerou que a dimensão da amostra — 52 garrafas e 19 marcas — “não é estatisticamente significativa”. O comunicado prosseguiu afirmando que o IOC realiza testes químicos em “cerca de 200 amostras de azeites importados vendidos nos Estados Unidos” a cada ano e, de acordo com as conclusões do IOC, anomalias são detectadas em menos de 10% dos azeites importados analisados. Quaisquer irregularidades são encaminhadas à associação competente para que sejam tomadas as medidas necessárias.
Outras críticas ao estudo de Davis mencionadas no comunicado incluíram:
- Em segundo lugar, não foram realizados “testes de verificação” independentes para confirmar as anomalias.
- Os métodos utilizados no estudo (DGF e normas australianas) foram considerados não confiáveis pelo IOC.
- A correlação estabelecida entre a absorvância UV e a análise sensorial em algumas das amostras carecia de fundamento.
A declaração do IOC foi a resposta mais recente ao estudo de Davis, que examinou 14 marcas importadas e 5 marcas californianas de azeites extravirgens comprados em supermercados da Califórnia. As amostras foram submetidas a testes em laboratórios no campus de Davis e na Austrália. De todas as marcas de azeite importadas testadas, apenas uma, a Kirkland Organic, foi considerada aprovada nos testes sensoriais com todas as três amostras regionais coletadas. Quanto às marcas da Califórnia, apenas uma, a Bariani, apresentou defeitos sensoriais suficientes para ser reprovada nos padrões sensoriais do azeite extravirgem.
O relatório recebeu considerável cobertura da mídia, com manchetes como “Nada de Extra no Azeite Extra-Virgem Importado” (NBC) e “Testes de Laboratório Lançam Dúvidas sobre a Virgindade do Azeite” (LA Times) chamando a atenção do público. Centenas de veículos de comunicação cobriram a história desde que o relatório foi publicado aqui pela primeira vez há quase duas semanas.
O Conselho Oleícola Internacional é a única organização intergovernamental internacional do mundo na área do azeite e das azeitonas de mesa. Foi fundado em Madri, em 1959, sob os auspícios das Nações Unidas. Era conhecido como Conselho Internacional do Azeite (IOOC) até 2006, quando seu nome foi alterado.