Índice prevê a atividade antioxidante do azeite de oliva extravirgem

Os pesquisadores investigaram a relação entre determinados parâmetros químicos do azeite de oliva extravirgem e a atividade antioxidante.

Embora os compostos fenólicos sejam responsáveis pelo amargor, sabor e cor do azeite de oliva extravirgem, eles são mais conhecidos por seus benefícios à saúde e propriedades antioxidantes. Conhecer a atividade antioxidante do azeite de oliva extravirgem poderia ajudar a prever sua eficácia como agente protetor contra doenças como a doença cardíaca coronariana, o acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer causados por danos oxidativos.

A atividade antioxidante dos azeites disponíveis no mercado varia, pois a variedade das azeitonas, o clima da região onde são cultivadas, o grau de maturação das azeitonas no momento da colheita e os métodos utilizados para a extração do azeite influenciam o teor de polifenóis e a composição química do azeite.

Com o objetivo de desenvolver e validar um modelo preditivo da atividade antioxidante do azeite de oliva, pesquisadores da Universidade da Basilicata e da Universidade de Verona, na Itália, avaliaram a atividade antioxidante de azeites extravirgens de oliva (EVOO) utilizando índices químicos e investigaram a relação entre os parâmetros químicos e a atividade antioxidante.

No artigo, publicado na revista Food Chemistry, os pesquisadores determinaram a atividade antioxidante de 75 azeites extravirgens de cinco cultivares diferentes — Coratina, Leccino, Maiatica, Ogliarola del Vulture e Ogliarola del Bradano — produzidos na região de Basilicata, no sul da Itália, entre 2011 e 2012.

Eles avaliaram o amargor dos azeites utilizando um índice simples chamado valor K225. Esse método mede a quantidade de fenóis totais e de compostos responsáveis pelo amargor do azeite, absorvidos a 225 nm em um espectrofotômetro. Para medir a atividade de eliminação de radicais do azeite de oliva, expressa como IC50, os pesquisadores utilizaram o ensaio DPPH.

Com base nos resultados obtidos das amostras de azeite extravirgem testadas, os autores construíram um modelo preditivo relacionando os valores de K225 aos valores de IC50 e descobriram que a atividade antioxidante, expressa como valores de IC50, poderia ser prevista utilizando os valores de K225.

Os pesquisadores validaram ainda mais o modelo preditivo comparando a atividade antioxidante medida em 20 amostras desconhecidas de azeite de oliva extravirgem com os valores de IC50 obtidos por meio do modelo preditivo. Os autores concluíram que o modelo que utiliza valores de K225 para calcular valores de IC50 poderia ser usado para prever a atividade antioxidante dos azeites de oliva extravirgens (AOVE).

Os resultados podem oferecer um método simples para monitorar a qualidade dos azeites extravirgens de oliva durante o processamento, de modo que azeites extravirgens de oliva de alta qualidade, com atividade antioxidante conhecida, cheguem aos consumidores.